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  1. #61
    Triciclo a Pedais Clássico Truck Driver's Avatar
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    Por Defeito Património Histórico Rodoviário Português

    Estiveram e ainda estão (já não se vê assim tantos) à beira da estrada para nos informar, qual GPS analógico a dar-nos informação, ei-los, os marcos de pedra.

    "Antigamente" tinham manutenção dos cantoneiros da Junta Autónoma das Estradas, agora estão ao abandono, salvo este que está dentro do terreno sobre supervisão da Marinha de Guerra Portuguesa.





  2. #62
    Carrinho Rolamentos Clássico RPalma's Avatar
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    Por Defeito

    Este ainda está em boas condições. Fica na EN2 à saída de Almodôvar em direcção ao Algarve. Fiz esta fotografia pela curiosidade do numero!
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  3. #63
    Triciclo a Pedais Clássico Truck Driver's Avatar
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    Por Defeito

    De cem em cem metros há um



  4. #64
    Moderador Geral Marco911carrera's Avatar
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    Por Defeito

    Lembrei-me de um texto escrito por mim que tem ligação a esta temática do património rodoviário e hoje vou partilhá-lo convosco.


    Casa de Cantoneiros do Falacho- Muitas décadas caídas em esquecimento.

    Ao circular pelas estradas mais antigas da região certamente já se deparou com algumas casas de cantoneiros, edifícios que de espaço a espaço acompanhavam o desenvolvimento da rede viária e albergavam as equipas de manutenção e famílias. Estes pequenos complexos além do pólo habitacional dos trabalhadores serviam também como área logística para armazenamento de ferramentas, materiais e alguma maquinaria.
    Este tipo de edifícios era projectado de forma tipificada com apenas duas variantes para melhor se adaptar à realidade e necessidade dos locais e, claro está, o número de cantoneiros a destacar por cantão.

    As comunicações terrestres no Algarve foram até há algumas décadas muito deficientes, tanto na ligação com o resto do país como a nível regional. Este facto é bastante referido no século XIX por visitantes e mesmo por locais cuja necessidade de se deslocarem era dificultada pelas condicionantes existentes.

    Charles Bonnet na sua Memória sobre o Reino do Algarve tece as suas Considerações sobre os melhoramentos a fazer no Algarve e no capítulo dos transportes terrestres escreve, entre muitas outras críticas e sugestões, “Nesta província, existem na parte designada por Beira Mar caminhos passáveis no verão e até transitáveis às viaturas, porém durante a época das chuvas encontram-se intransponíveis. No restante território- e até mesmo no trajecto para a capital do reino ao qual não se deveria dar o pomposo nome de “estrada real” visto ser um simples caminho- o que existe são atalhos por vezes demasiados escabrosos e apenas transitáveis a cavalo.”. Este testemunho demonstra o estado e antiguidade dos “caminhos” que ligavam as povoações do Algarve, situação que levou muitas décadas a suprir, prolongando-se até bem dentro do século XX. O primeiro impulso de construção e melhoria da rede é ainda notado na segunda metade do século XIX e com ele surgem à semelhança do resto do país as primeiras casas de cantoneiros. O exemplar que vamos abordar é referido pela primeira vez no mapa de edifícios de 1889, onze anos mais tarde a casa de cantoneiros do Falacho na Estrada Real nº 77 surge numa planta assinada pelo chefe da 2ª Secção de Conservação do Distrito de Faro, José António Serpa. Segundo a autora da tese As casas dos cantoneiros do Algarve: da conservação das estradas a património a conservar, Maria Isabel S. Carneiro, esta é provavelmente a configuração original do edifício. No ano de 1926 o edifício encontrava-se desprovido de funções tendo sido pedida a sua cedência para a instalação da Escola Primária do Falacho, a conversão do edifício à nova utilização seria custeada pela autarquia silvense que também realojaria o cantoneiro e forneceria um local para armazenar as ferramentas. O pedido foi indeferido pela Administração-Geral das Estradas e Turismo que pretendia continuar a utilizar o complexo e até proceder a reparações no edifício.

    Em 1927 é fundada a Junta Autónoma de Estradas e logo no mesmo ano ingressa neste organismo o Engenheiro Joaquim Barata Correia que veio a exercer uma forte influência no Algarve pela prolífera execução de projectos não só para a JAE, mas também em edifícios como o Hospital de Misericórdia de Loulé ou o Liceu de Faro. A importância de Barata Correia para o tecido viário do Algarve prende-se com a execução do projecto-tipo para as casas de cantoneiros, tal como as conhecemos hoje, a intervenção na Aldeia do Ameixial, o traçado da Estrada Nacional 2 entre Almodôvar e Faro, entre outros.

    Voltando à casa de cantoneiros do Falacho procederam-se a arranjos em 1931, pois o estado do imóvel era já de alguma degradação e pretendia-se dar continuidade à sua utilização. Em 1937 dá-se a actualização do edifício já segundo o projecto-tipo de Barata Correia comum aos restantes edifício planeados para a região. Foi nesta altura que se acrescentou o frontão com a identificação do edifício.

    Depois de traçado o breve historial do edifício até ele ter chegado ao aspecto que ainda hoje ostenta, ainda que muito degradado, não é de excluir que se procederam algumas modificações a nível funcional no interior que não alteraram o aspecto. Entre os finais do século XIX e meados do Século XX a vida deste edifício foi bastante dinâmica, entre o cumprimento da sua função, um breve período de indefinição, as renovações e arranjos e nunca esquecendo os trabalhadores que lá passaram fizeram da casa de cantoneiros do Falacho um sítio com muito que contar.

    O estado actual de degradação é já elevado e urge intervir e atribuir funcionalidade ao imóvel de modo a evitar a sua perda. Como já havia indicado em artigo anterior e Maria Isabel S. Carneiro também sugere, a conversão em centro interpretativo seria uma solução e salvaguardaria um património que muitos desconhecemos, mas que foi imagem de muitas décadas nas nossas estradas, as casas de cantoneiros e os seus trabalhadores. É certo que numa altura como esta onde financiamentos e novos projectos culturais muitas vezes são relegados para um segundo plano, será difícil executar a revitalização do espaço, mas a sua perda é algo mais grave e que devia ser evitada.


    Foto: Retirada do blogue Rua dos dias que voam: http://diasquevoam.blogspot.com

    Sugestões de leitura:

    BONNET, Charles; MESQUITA, José Carlos (estudo introd.); VIEGAS, Maria Armanda T. Ramalho (trad., actualiz. e notas) - Memória sobre o Reino do Algarve: descrição geográfica e geológica. Faro: Secretaria de Estado da Cultura, 1990. Tradução da ed. de Lisboa: Tip. da Academia Real das Ciências, 1850.

    Carneiro, Maria Isabel S.
    As casas dos cantoneiros do Algarve:
    da conservação das estradas a património a conservar
    , Tese de Mestrado em Estudos do Património apresentada à Universidade Aberta, Lisboa, 2011
    Disponível em: http://repositorioaberto.univ-ab.pt/handle/10400.2/1821
    Marco Santos

  5. #65
    Triciclo a Pedais Clássico fnaleitao's Avatar
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    Por Defeito

    Citação Originalmente Colocado por Truck Driver Ver Post
    Estiveram e ainda estão (já não se vê assim tantos) à beira da estrada para nos informar, qual GPS analógico a dar-nos informação, ei-los, os marcos de pedra.

    "Antigamente" tinham manutenção dos cantoneiros da Junta Autónoma das Estradas, agora estão ao abandono, salvo este que está dentro do terreno sobre supervisão da Marinha de Guerra Portuguesa.
    Ainda há pouco tempo fiz a N120 desde Santiago do cacém a Lagos e constatei que muitos marcos estão recuperados nessa estrada. Uma boa surpresa e que deixa algum alento para a recuperação deste património inestimável do nosso país.

  6. #66
    Triciclo a Pedais Clássico pmvpires's Avatar
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    Alguns exemplos cá pela minha banda






    Última edição por pmvpires : 03-07-2013 às 19:31
    http://www.clubextportugal.com

  7. #67
    Triciclo a Pedais Clássico pmvpires's Avatar
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    Por Defeito

    Mais umas

    http://www.clubextportugal.com

  8. #68
    Triciclo a Pedais Clássico Truck Driver's Avatar
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    Por Defeito

    Está dentro do perímetro do farol do cabo carvoeiro
    [IMG][/IMG]

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